Um bom lugar para encontrar ..

Copacabana além dos cartões postais

Copacabana tem muitos motivos para ser um bairro conhecido no mundo todo. Tema principal dos cartões postais, sua beleza encanta não só aos turistas como aos seus moradores. Foi eternizada por canções e poemas, cenário de novelas e filmes.

Ganhou esse nome, que significa “mirante do Azul”, no século XVII, quando mercadores trouxeram para o Rio de Janeiro uma réplica da Virgem de Copacabana. Uma capela foi construída para acolher a santa, onde hoje é o Forte de Copacabana.

Durante muito tempo o bairro permaneceu desabitado, devido ao seu difícil acesso, ele servia apenas como posto de defesa marítima.

Por volta de 1890 o Túnel Alaor Prata (o Túnel Velho) é construído pelo engenheiro Cupertino Cintra, considerado “o pai de Copacabana”. Possibilita assim o acesso por terra ao local. Já em 1892 a primeira linha de trem é inaugurada, o que facilita a ocupação e à integração com o resto da cidade. Em 1903, bondes já movidos à eletricidade circulam por todo o novo bairro, da Igrejinha ao Leme.

Por volta de 1890 o Túnel Alaor Prata (o Túnel Velho) é construído pelo engenheiro Cupertino Cintra, considerado “o pai de Copacabana”. Possibilita assim o acesso por terra ao local. Já em 1892 a primeira linha de trem é inaugurada, o que facilita a ocupação e à integração com o resto da cidade. Em 1903, bondes já movidos à eletricidade circulam por todo o novo bairro, da Igrejinha ao Leme.

Copacabana em 1906

Em 1906 o prefeito Pereira Passos realizou uma remodelação urbana em Copacabana: com a perfuração do Túnel Novo unindo o bairro à cidade, e a construção da Av. Atlântica, a demanda por terrenos aumentou.

Nas décadas de 1940 e 1950, o processo de urbanização de Copacabana se intensificou, ainda mais quando em 1946 houve a liberação para construção de prédios de 8 para 12 andares. Em 1950, Copacabana já é independente do Centro da Cidade, atraíra para si centros de comércio e lazer, se firmando como um centro urbano. O samba lançado por Billy Blanco em 1957, quando a capital mudou do Rio para Brasília, demonstra a paixão dos moradores pelo bairro:

Não vou para Brasília

Eu não sou índio nem nada,
não tenho orelha furada
e nem argola
pendurada no nariz.
Não uso tanga de pena
e a minha pele é morena,
do sol da praia, onde nasci
e me criei feliz.
Não vou, não vou pra Brasília,
nem eu, nem minha família,
mesmo que seja
pra ficar cheio da grana.
A vida não se compara,
mesmo difícil e tão cara,
quero ser pobre
sem deixar Copacabana.

Fátima Eluani, 71 anos, moradora atual do Leblon, tem boas lembranças de Copabana em seus “anos de ouro”, as décadas de 1950 e 1960, caracterizadas principalmente pelo glamour. “Naquela época, Copacabana tinha muitos teatros e cinemas, hoje em dia, só há o cinema Roxy, na Nossa Senhora de Copacabana. Sinto falta também da Confeitaria Colombo, que oferecia música ao vivo em seus jantares luxuosos. Naquela época, Copacabana era outro lugar. Era freqüentado majoritariamente por moradores, que desfrutavam de sua paz e seu luxo. Andava todo dia com minhas filhas pequenas pelo calçadão à noite, hoje em dia, ele está tomado pela prostituição.”

Entre os anos de 1945 e 1965 a população do bairro dobrou. No período de 1960/1970 importantes obras foram feitas, como a construção dos túneis das ruas Barata Ribeiro (Túnel Major Rubens Vaz) e Toneleros (Túnel Prefeito Sá Freire Alvim).

Em 1970 foi a vez da Av. Atlântica: aterrada, ganhou um largo canteiro central e o calçadão no lado edificado da rua, com projeto paisagístico de Burle Max. As festas de réveillon têm seu início em 1976 e agora são consideradas as maiores do planeta, atraindo milhares de turistas pela sua deslumbrante queima de fogos.

Copacabana hoje em dia

Hoje, Copacabana é um dos principais destinos de turismo no mundo. Não só pela sua famosa festa de Réveillon, mas pelas suas belas praias e a população carismática de todo o Rio. Por outro lado, o crescente número da população de rua, a violência e a prostituição fazem uma propaganda negativa não só do bairro como de toda cidade.

Atualmente, o bairro tem a maior concentração populacional da cidade, cerca de 147.021 habitantes. Copacabana também abriga a maior quantidade de idosos do município, com 16,7% da população acima de 60 anos. Possui 100 quarteirões, 78 ruas, cinco avenidas, seis travessas e três ladeiras, e ainda quatro favelas (Pavão-Pavãozinho, Ladeira dos Tabajaras , Cabritos e Cantagalo) numa área de 7,84 km².

informações tiradas dos sites: http://www.copacabana.com/
www.rio.gov.br/ipp

Deixe um comentário

0 respostas Até agora ↓

  • Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.

Deixe um comentário