Um bom lugar para encontrar ..

Copacabana, um arco íris em plena praia

Novembro 29, 2007 · Deixe um comentário

Copacabana ontem era só alegria. Verde, azul, vermelho, amarelo e as outras cores do arco-íris enfeitavam a orla, em um total de 12 carros alegóricos que celebravam a XII Parada do Orgulho Gay, ou do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). Aproximadamente 1,2 milhões de pessoas estiveram presentes, de acordo com a ONG Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual, organizadora do evento. No entanto, a polícia não confirmou o número de participantes.

Aguardando a chegada do governador Sérgio Cabral, a Parada começou com duas horas de atraso, tendo sido prevista para ter início às 13h. O governador, acompanhado de sua mulher, fez seu discurso sobre a diversidade sexual no carro abre-alas. Mesmo não tendo ficado muito tempo no evento, sua presença representou um marco: foi a primeira vez que um governador de estado compareceu a uma Parada Gay. Em seu discurso, se referiu a Copacabana como o “bairro mais plural do Rio”.

Pela primeira vez também a Parada ocorre com forte apoio financeiro. A Petrobrás, Ministérios da Cultura e do Turismo e a Prefeitura do Rio reservaram R$ 600 mil ao evento, valor superado apenas pela Parada de São Paulo.

A Parada Gay no Rio de Janeiro é realizada anualmente em Copacabana e é a segunda maior do país, perdendo para a de São Paulo, a maior do mundo, que este ano contou com 3,5 milhões de pessoas. Há inclusive uma banalização do evento no Rio, que é considerado por muitos uma muvuca de carnaval, em comparação com a politização que a parada é vista em São Paulo. No entanto, os coordenadores do evento garantem que querem mudar essa visão, fazendo com que a passeata fique mais reivindicativa, visando combater o preconceito contra os homossexuais.

A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais), fundada em 1995, promove a e-campanha pelo Projeto de Lei da Câmara 122/2006 que define os crimes resultantes de discriminação, inclusive discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. A parada portava a bandeira da criminalização da homofobia. “É um absurdo que pessoas que discriminam os homossexuais, muitas vezes com atos violentos, saiam impunes. A lei tem que nos proteger”, reivindica Mariana Nogueira, 23 anos, acompanhada por sua namorada Verônica Schue, de 26.

A passeata percorreu a orla do Posto 6 ao Posto 2, o que não faltou foi alegria e descontração. Não só homossexuais estiveram presentes, como simpatizantes da causa, famílias inteiras, idosos e crianças. O que mostra a aceitação pela sociedade não é apenas um sonho.

Categorias: Texto por Karen Eluani

0 respostas Até agora ↓

  • Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.

Deixe um comentário