Em Copacabana, na rua Barata Ribeiro número 502, Pedro Otavio Tibau (filho), de 35 anos, toca seu negócio com muito amor e orgulho. A famosa loja Modern Sound – Mega Music Store foi herança de seu pai. Voltada para as classes A e B, ela foi fundada em 1966 no mesmo local que funciona hoje. “Década de 60 Copacabana era um grande centro cultural, era chic. E ainda é, por isso continuamos aqui. Sem contar que já virou referência para os clientes, todos sabem onde fica”, diz Paulo.
Por outro lado a loja sofreu algumas modificações ao longo dos seus 41 anos. Hoje ela tem 60 funcionários e 1800 metros quadrados, o triplo do tamanho inicial. Há seis anos, ganhou o Bistrô Allegro, um espaço que une gastronomia e música ao vivo. Segundo Pedro inicialmente a idéia do Bistrô era uma forma de fazer o cliente permanecer mais tempo dentro da loja, mas o local acabou se tornando um atrativo a mais. E até ele com o sucesso teve sua própria expansão de cinco mesas iniciais para 45 hoje em dia. Muitas pessoas vão até lá só para freqüentar o Bistrô, como a dona de casa Anita Moura, de 55 anos, cliente a dois, “Depois que descobri isso aqui, não saio mais daqui de dentro. Eu simplesmente adoro. Venho pelo menos duas vezes na semana, tomar um chá, ouvir música e aproveito para ler um livro”, diz.
As mudanças não ficaram só na estrutura física, há oito anos o site www.modernsound.com.br foi criado, uma iniciativa para facilitar as compras, possibilitar que pessoas de outros lugares pudessem ter acesso aos produtos e claro, estar presente na era digital. No entanto o formato do site é o mesmo desde sua inauguração, “É mais fácil das pessoas acharem as coisas” justifica Pedro.
O que diferencia a Modern Sound das outras lojas vai além do grande e raro estoque de produtos, que vão desde cds, dvds e livros (importados e nacionais), a pôsteres, equipamentos de som e vídeo, acessórios como cabos e plugues, entre outros. A especialização de seus vendedores, que ao todo somam quinze, é um outro fator importante. “É incrível eles são profundo conhecedores de música, literatura e filmes. Isso é ótimo porque situa o cliente, eles não ficam com cara de interrogação quando você pede um cd do Joe Lovano, por exemplo, eles vão lá e pegam”, diz o economista Roberto Alencar, de 30 anos. Além disso, uma bilheteria de ingressos localizada na entrada, que cobre 95% dos eventos da cidade do Rio de Janeiro. Se tudo isso não bastasse, Pedro criou um sistema, que possibilita o cliente fazer um projeto exclusivo para seu Home-Theater, com auxilio dos vendedores.
Aparentemente nada parece abalar o sucesso da loja, nem mesmo a pirataria que já fechou portas de muitas gravadoras e lojas de discos. A justificativa de Pedro se resume em apenas um elemento: “eles não vendem o que nós vendemos, e vice e versa”diz.