Um bom lugar para encontrar ..

Copacabana, o lar da Terceira Idade

Setembro 13, 2007 · Deixe um comentário

A cidade do Rio de Janeiro, conhecida mundialmente pelas suas belezas naturais, recebe uma nova característica: a capital brasileira preferida das pessoas da Terceira Idade. Cerca de 13% da população tem mais de 60 anos. E Copacabana é o local carioca com a maior concentração de moradores nesta faixa etária: os índices ultrapassam 25%, segundo dados do Instituto Pereira Passos. Com esses números, o bairro se tornou base de muitos estudos nacionais e internacionais para a melhoria da condição de vida dos idosos na metrópole.

Ao andar por Copacabana é possível perceber o impacto que esses 25% da população causa. As transformações englobam todos os aspectos do bairro, principalmente no comércio. Os funcionários do salão de beleza Werner Coiffeur afirmam que são treinados de maneira diferente para atender o estabelecimento de Copacabana. “Somos avisados de que é preciso ter mais paciência por causa da quantidade de velhinhas e certamente tem que ter muito mais esmalte “rosinha”, que elas adoram”, diz a manicura Isabel Santos.

O número de farmácias, casas de saúde e consultórios médicos aumentaram. Algumas farmácias, devido à enorme concorrência, adotam como diferencial desde descontos em remédios à organização de passeios culturais. “Eu adoro, sempre participo com minha amigas. Já fomos ao Cristo Redentor, ao show da Maria Bethânia e muitos outros”, comenta dona Rosa Machado, 75 anos, moradora do bairro há 50.  

O surgimento de atividades voltadas para pessoas acima de 60 anos também é crescente. O bairro tem associações da Terceira Idade, grupos de encontros, yoga, aulas de danças, ginásticas, cursos de corte e costura, tudo para atrair e tornar a vida do idoso mais agradável. 

 No entanto, essas transformações são posteriores ao grande número de idosos residentes. A questão então é saber como chegamos a esse percentual tão elevado. Isso pode ser respondido com uma breve análise na história. Na década de 1950, início de 1960, não era possível falar de Rio de Janeiro sem mencionar Copacabana. O bairro tinha as principais boates, as inesquecíveis festas no Copacabana Palace, a bossa nova e outros inúmeros fatores que chamavam atenção da juventude. E são esses jovens os idosos de hoje, que, em sua grande maioria, nunca saíram de Copacabana. 

Rosa foi uma dessas jovens. “Eu morava na Tijuca com meus pais, mas amava Copacabana. Os bailes, a praia, as músicas, os artistas, tudo era mágico. Então quando eu casei tratei logo de me mudar para cá. E daqui eu não saio nem por um decreto”.  

Categorias: Texto por Joana Medina

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